Quando falamos do amor verdadeiro, imaginamos logo o amor de mãe para com os filhos, ou quando estamos andando pela rua e vemos aquele casal andando de mãos dadas, cheios de beijinhos e carinhos.
o que falar daqueles casais que estão juntos a 30 ou 40 anos com puro amor no coração... como o amor é lindo!!!
Lindo??? Será?
Existe um lado sombrio do amor. aquele amor possessivo, ciumento, bandido... o amor que fere e mata.
Pois é!! esse amor existe e esta por todos os lados, não precisamos ir longe para ver isso.
Afinal, quem nunca sofreu por amor? o amor pode se manisfestar de varias formas, depende da sanidade de cada pessoa, se ela vai saber lidar ou não com esse sentimentos.
Enganam-se quem pensa que se apaixonar por criminosos é
somente o que caracteriza o chamado amor bandido. O problema vai além.
Segundo a terapeuta sexual e urologista Sylvia Faria
Marzano, trata-se de um relacionamento doentio, numa união destinada a muitas
doses de sofrimento e dependência. "É aquele que causa na parceira (a
maioria dos casos acontece com mulheres)uma dependência como uma droga. É a
mulher violentada pelo companheiro e que, mesmo assim, submete-se, vitimiza-se,
não tem forças para sair desse jogo, pois ela precisa dele. Envolve medo de
rejeição, de não ter como sobreviver, de fazer parte do outro, de ser o que
falta no outro", disse a especialista.
Deslumbramento
Um relacionamento desse tipo é silencioso, raramente
apresentando "sintomas" no início, principalmente na fase de
deslumbramento. "A mulher dificilmente consegue identificar esse problema
sozinha, dependendo da fase em que está. Mesmo se for avisada por pessoas de
fora, ela se nega a acreditar e continua navegando nessa canoa furada.
Necessita desse mal como o ar que respira. Quando perceber, já está muito
desestruturada e com a autoestima debilitada", afirmou.
O golpe mais duro, no entanto, e que deixa as mulheres na
linha tênue entre desistir da relação ou permanecer nela, é o fato de esses
homens se mostrarem bonzinhos em determinados momentos, alguns até fazendo o
papel de provedor. Sylvia Marzano cita como exemplo quando a mulher de um
alcoolista fala "quando ele não bebe é muito bom para mim".
Ajuda
Sair desse tipo de relação não é fácil, porém não
impossível. O primeiro passo, e o mais importante, é a mulher querer sair. E o
mais complicado: buscar motivação para seguir na ideia de que a relação não faz
bem para ela.
E atenção, a terapeuta alerta que quem passa por isso pode
reincidir no problema, ou seja, buscando na multidão aquele que repetirá a sua
história, muitas vezes está relacionada à sua família de origem. "Uma
relação como essa deixa sequelas, não só na pessoa que se coloca de cabeça, mas
também na família, que também necessitará de tratamento", afirmou Sylvia.
Grupos de ajuda funcionam muito bem nesse caso. Com o mesmo
preceito do grupo Alcoólicos Anônimos, o grupo Mada (Mulheres que Amam Demais
Anônimas), tem o objetivo de orientar as mulheres a se livrarem de
relacionamentos destrutivos. Segundo a entidade, a ajuda é oferecida a partir
de uma experiência pessoal, sem dar conselhos ou fazer interpretações
psicológicas. "Mesmo que não encontre ninguém nas mesmas condições, a
mulher poderá se identificar com a forma com que muitas das participantes
sentem os efeitos que a dependência de pessoas produz em suas vidas". A
frequentadora do grupo não precisa falar nada nas reuniões e é identificada
apenas pelo nome.
No Brasil, o Mada (www.grupomada.com.br) dispõe de sedes em
15 Estados. Somente em São Paulo capital, os espaços estão localizados no
Centro, Guarulhos, Jardins e Sumaré. No exterior há reuniões em Portugal e na
Venezuela.
Histórias na vida real
A vida real está cheia de exemplos de amor bandido levado às
últimas consequências. No Brasil, um dos mais comentados à época foi o da
cantora Simony, que em 2001 casou-se com o ex-presidiário Afro-X, com quem teve
dois filhos. Quando se conheceram ele ainda estava preso no Carandiru.
Nos anos 1980, a jornalista Marisa Raja Gabaglia envolveu-se
com o cirurgião plástico Hosmany Ramos, condenado a 21 anos de prisão por
assalto e tráfico de drogas. Atualmente ele está foragido da justiça e em
agosto de 2009 foi encontrado na Islândia.
Condenado a 147 anos de prisão, o psicopata Francisco de
Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque, recebeu várias cartas de amor
de mulheres que queriam salvá-lo. Casou-se com uma delas.
Nos Estados Unidos, Evangeline Grant Redding, produtora de
TV, escreveu ao preso James Briley, em 1984. Ele havia liderado a audaciosa
fuga de seis condenados à morte e ela queria fazer um livro sobre a aventura.
Cinco meses depois se casaram numa cela da prisão.
Em 2001 a alemã Dagmar Polzin viu um cartaz com a foto do
norte-americano Bobby Lee Harris, que estava no corredor da morte, sentenciado
por assassinato. Ela apaixonou-se pelo assassino, abandonou seu emprego em
Hamburgo, na Alemanha, e se mudou para a Costa Leste dos Estados Unidos.
Fonte:
http://mulher.terra.com.br/amor-bandido-causa-dependencia-diz-especialista,a3486ee9f9e27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.h

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