
Era apenas uma manhã que aparentemente seria tranquila e que com apenas o tocar de uma companhia escolar virou um verdadeiro terror dentro do corações de varias mães brasileiras.
Fico me perguntando o que se passava na cabeças dessas crianças no momento dessa tragédia, "quero minha mãe! o que é isso! me ajude! mãeeeeeeeeeee! paiiiiiiiiiiiii!" confesso que chego a enlouquecer pensando nisso, tenho dois filhos maravilhosos e fico pensando a todo momento, " e se fosse meu filho"!! nossa é loucura; uma sensação sem igual, um sentimento totalmente diferente de tudo que já senti antes; parecia que estava sendo arrancado de mim uma parte que não sabia que existia, essas mães devem estar sofrendo todas as dores que jamais poderiam imaginar que existiam, uma dor que não tem remédio, uma que não pode ser arrancada ou compartilhada, uma dor que gostaria apenas que fosse arrancada de seu peito com um sorriso de sua criança ao seu lado.
Como podemos viver com essa situação? os filhos arrancados dos braços dos pais por um capricho de um jovem lunático que acreditava ser puro, ironia, hipocrisia isso é o que aprendem os jovens de hoje,eles deveriam aprender o que é o amor de uma mãe, o quanto é dolorido a perda de um filho.
Toda mãe sonha com um futuro brilhante para os filhos, que eles virem doutores da vida, que casem e tenham filhos, que sejam felizes...mais o que falar para uma mãe que não pode mais sonhar essa vida para seu bem maior? Sinto muito? meus pêsames? que pena? , nada disso é o suficiente para uma mãe que chora a dor de um filho morto, que vê seu tesouro sendo levado para nunca mais voltar, apenas ficando com as lembranças de um sorriso, abraço e palavras doce

Ana Carolina Pacheco da Silva
Brincalhona, Ana fazia a alegria das colegas de classe durante os recreios da escola. Em casa, dedicava boa parte do tempo ao canto e à dança. Segundo as amigas, os pais não a deixavam sair à noite para festas.
Bianca Rocha Tavares
Muito caseira, gostava de navegar pela internet e de ajudar a avó a arrumar a casa. Sua irmã gêmea, Brenda, ficou ferida e permanece internada.
Géssica Guedes Pereira
De acordo com a mãe da menina, Sueli Guedes, a filha era muito alegre e vivia cercada de amigos. Estava no 7º ano. Fazia ainda um curso preparatório, porque sonhava em seguir carreira na Marinha do Brasil. A mãe soube do massacre pela TV e ao chegar ao hospital Albert Schweitzer, em Realengo, reconheceu a foto do corpo da filha.
Igor Moraes da Silva
Era muito engraçado, brincalhão, mas era também estudioso. Adorava posar para fotos, segundo uma amiga. Familiares do estudante tentaram, em vão, doar os órgãos do menino. Não foi possível fazer a doação porque o pai e a mãe precisavam assinar os papéis, mas a família não conseguiu localizar o pai do adolescente. O irmão de Igor, Eduardo, soube apenas na sexta-feira (8) da sua morte.
Karine Lorraine Chagas de Oliveira
Vivia desde os três anos com a avó, a camelô Nilza Candelária Ferreira, de 63 anos, que ficou em estado de choque ao saber da morte da neta. Há três meses, Karine havia começado a praticar atletismo na Escola Militar e, segundo parentes, estava muito animada. A menina sonhava em ser atleta profissional. A família soube pela TV do massacre na escola e tentou ligar diversas vezes para o celular de Karine, até que um aluno atendeu e disse que havia encontrado o aparelho no chão e que os feridos estavam ao hospital.
Larissa dos Santos Atanázio
Era evangélica e frequentava a igreja todo domingo. Sonhava em ser modelo e já havia se apresentado em desfiles pequenos. O irmão Alex, de 13 anos, também foi ferido e está em estado do choque. De acordo com parentes, ela era muito alegre e dedicada aos estudos.
Laryssa Silva Martins
Era muito caseira e gostava de internet. Segundo parentes, era obstinada e muito estudiosa. Na escola, vivia cercada de amigas.
Luiza Paula da Silveira Machado
Faria 15 anos em Setembro e estava muita animada com os preparativos da festa. Era fã de Ivete Sangalo e dizia que queria ser modelo fotográfico. Segundo Cristiane da Silva Machado Gomes, a sobrinha era muito vaidosa, frequentava academia de ginástica, adorava tirar fotos e postá-las no Orkut. Luiza estava no 8º ano do Ensino Fundamental e fazia curso de inglês.
Mariana Rocha de Souza
A madrinha de Mariana, Nadia Ribeiro, contou que o irmão dela, Eduardo, de 9, também estudava na escola e estava em um andar acima quando ouviu os tiros. Mariana se sentava ao lado da porta, na sala de aula. Ela sonhava se tornar modelo, era muito vaidosa e adorava tirar fotografias.
Milena dos Santos Nascimento
Aluna do 6º ano, estudava na escola desde a 1ª série. O pai, Valdir dos Santos Nascimento, disse que a filha era muito estudiosa e alegre. Ele, que tem mais duas filhas matriculadas na mesma escola, disse que não deixará que voltem a estudar lá.
Rafael Pereira da Silva
Foi adotado duas vezes. Quando sua primeira mãe adotiva morreu, foi adotado pelo genro dela. O menino estava no sétimo ano da escola.
Samira Pires Ribeiro
Entrou este ano na escola e em pouco tempo ficou muito amiga de Larissa dos Santos Atanázio, que também morreu. Segundo pessoas próximas, as duas se tratavam como irmãs. Seus corpos foram encontrados lado a lado. Antes de obter notícias sobre Samira, a família percorreu três hospitais.
Apenas podemos orar e pedir a Deus que as conforte e que tenham forças para viver um dia após o outro.

0 comentários:
Postar um comentário
Faça seu comentário.